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Trabalhos Aprovados

Apresentação clínica de arterite temporal: a propósito de um caso



Autor(es): Corrêa LO; Corazza ALL; Schramm PF; Friedrich LS;
Apresentador(a): Luísa de Oliveira Corrêa

Arterite temporal (AT) é a vasculite sistêmica autoimune mais comum em idosos. Início insidioso, explica demora no diagnóstico. Cefaléia intensa, tumefação temporal, claudicação mandibular e déficit visual são principais sinais e sintomas. Pode haver disacusia, necrose lingual e odinofagia. Perda da visão por neuropatia óptica isquêmica anterior infartos cerebrais e aneurisma da aorta são complicações mais temidas. Diagnóstico é clínico e laboratorial, com confirmação histopatológica, tratamento é corticoterapia a longo prazo. Doença multissistêmica, de diagnóstico frequentemente tardio, crescente morbimortalidade, população mais idosa afetada e relativa agressividade terapêutica, demonstra-se necessidade desse relato. Paciente feminina, 84 anos, hipertensa e com fibrilação atrial em tratamento, apresentou rigidez de cinturas escapular e pélvica, acentuada pela manhã, 6 meses antes do diagnóstico. Fez uso de corticoide, com indicação médica, em baixas doses, não melhorando sintomas. 4 meses do início dos sintomas, evoluiu para cefaleia temporal, carotidínea, claudicação de mandíbula, febre baixa vespertina diária idiopática. Pela falta de tratamento efetivo, evoluiu para amaurose do olho direito (OD) e lesão ulcerada à direita da língua de bordas limpas. Chegou ao nosso serviço após 6 meses do início do quadro e foi diagnosticada com AT, tendo confirmação pela biópsia da artéria temporal e exclusão de neoplasias pela biópsia da língua. Realizamos pulsoterapia 3 dias e após recebeu corticoide 1mg/kg e metotrexato. Não houve reversão da amaurose do OD, mas controle dos outros sintomas. Após 2 meses com recidiva da polimialgia reumática e aumento das provas inflamatórias, foi solicitado Tocilizumabe, porém, prévio ao uso do anti IL-6,ela apresentou infecção pulmonar e faleceu por complicações 4 meses do diagnóstico. AT é uma vasculite de etiologia desconhecida, sabe-se que é uma reação dependente de células-T ativada por antígeno que lesam a túnica íntima e prejudicam a elasticidade dos vasos, sugerindo que a elastina se torna antigênica desencadeando reação inflamatória. Artérias intracranianas são poupadas por não possuírem tecido elástico. AT é superior em caucasianos, provável relação com distribuição do antígeno HLA-DR4 entre raças. Prognóstico bom e remissão dos sintomas com tratamento correto e diagnóstico precoce. Dessa forma, é importante conhecer início dos sintomas, diagnóstico e tratamento para melhores desfechos que o do caso apresentado.

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